Hoje eu (Lili) e minha amiga Ká iniciamos a nossa jornada por aqui. Chegamos animadas, esperançosas e com muita vontade de compartilhar, trocar e, principalmente, ouvir outras mães reais.
Gestar e colocar um serzinho no mundo exige uma entrega de si que, confesso, ninguém nunca tinha me contado. Quando me tornei mãe, levei um choque. Eu me olhava no espelho e não me enxergava mais — não via a mulher que eu tinha sido antes da maternidade.
Por muito tempo, fiquei me procurando naquele reflexo. Até que, em meados de 2024, consegui finalmente enxergar: a mulher que eu era e a mãe que nasceu quando meu filho nasceu não competiam entre si. Elas podiam coexistir, fundidas em uma só.
Esse processo exigiu muita terapia e acolhimento. Precisei entender que aquela mulher de antes não era a única que habitava em mim. Uma mãe nasceu — mais cansada, descabelada, cheirando a leite — e eu demorei para aceitar essa nova versão.
Como se não bastasse, quando meu filho completou um mês, descobri uma traição. Vivi meses muito difíceis, praticamente sozinha, até que decidi me separar quando ele tinha sete meses. Nesse ínterim, veio a pandemia, e tudo virou um grande emaranhado de sentimentos.
Com o apoio da minha família, das minhas amigas (a Ká é uma delas) e da terapia, consegui ressignificar tudo isso. Desde então, vivo os desafios da maternidade solo, um dia de cada vez. Rs.
Criamos esse espaço para dividir desafios, vitórias, dicas, desesperos e acolhimento. Porque somos humanas. Porque nenhuma mãe nasce com manual de instruções (infelizmente… rs).
Sejam muito bem-vindas.
Vamos juntas. 🤍