Esse é o primeiro post que eu escrevo.
Não é uma reclamação, é uma reflexão.
Uma daquelas que a gente até tem consciência… mas ainda não conseguiu mudar.
E eu acredito que não seja só comigo.
Então, que comece o desabafo. rs
Ontem foi quinta-feira e eu tive insônia.
Devo ter dormido umas três horas.
E, como sempre, meu filho acordou às 6h30.
Hoje, sexta-feira, estou cansada.
Na noite de quinta para sexta, durante a insônia, comecei a analisar minhas preocupações. E uma delas é: como será a minha segunda-feira.
Trabalho em horário comercial e, na segunda, meu filho tem terapia (isso explico melhor em outro momento, mas já adiantando: é por dificuldade no desfralde).
Só que… também foi marcada uma reunião exatamente no mesmo horário.
Na semana passada, precisei remarcar uma reunião porque meu filho estava com 38,2 de febre. Remarcar de novo por “compromisso particular” não pegaria bem.
No fim, consegui resolver: minha mãe vai levá-lo.
Ela é uma das minhas principais redes de apoio.
Contei tudo isso para chegar aqui:
as segundas-feiras (e os outros dias também, rs) têm sido uma loucura.
Acorda cedo;
Faz café;
Dá banho;
Leva ao psicólogo;
Volta do psicólogo;
Deixa na escola;
Começa a trabalhar;
Busca na escola;
Faz comida;
Dá comida;
Dá banho;
Coloca pra brincar;
Volta a trabalhar…
Ah, e nem mencionei ainda:
cachorro, gato, casa, esposo, contas, responsabilidades, família de origem…
E, no final do dia, eu ainda tenho a sensação de que poderia ter feito mais.
O que eu tenho notado é que eu — mulher, ser humano, pessoa — estou ficando pra trás.
Não estou tendo tempo pra mim. De verdade.
Às vezes até aparecem umas horinhas pra mim (raríssimas… uma vez no mês e olhe lá).
Mas elas têm sido insuficientes.
E quando esse tempo chega, tudo o que eu quero é dormir.
Sinto falta do meu tempo comigo mesma, sabe?
E, ao escrever isso aqui, não quero soar ingrata.
Não é reclamação.
É reflexão.
Na verdade, eu amo minha vida.
Sou grata a Deus e ao Universo pela minha existência, pelas minhas possibilidades, pela rede de apoio, pelas conquistas…
E, principalmente, pelos meus.
Hoje, eu já tenho consciência da minha falta de tempo comigo mesma.
Já consigo me acolher.
Mas…
e agora? Como eu resolvo isso? rs
Acho que é isso.
Se você estiver passando por algo parecido, dá um “oi”.
Se você já passou por isso e tem alguma resposta, dá um “oi” também.
Beijo,
e até a próxima.
