Ontem ouvi uma mãe querida comemorando o fato de que seu filho passaria o final de semana com os avós — o famoso vale night, e ela acrescentou: vale day também.
Com isso, acabei ficando reflexiva, pois desde que o meu filho nasceu ele não curte dormir fora de casa, ou melhor dizendo, não quer dormir onde eu não esteja presente.
A psicóloga dele já explicou, e a minha também… eu sou o porto seguro dele e, sendo assim, ele se sente seguro e confortável onde quer que esteja, desde que a mamãe esteja junto. Já viajamos com as famílias dos amigos dele e as crianças quiseram e dormiram juntas na sala, mas ele não quis saber e dormiu comigo no quarto.
Quando ele passava o final de semana na casa do pai, começava a chorar desde sexta-feira, porque não queria dormir longe de mim. Chegou um ponto em que eu comecei a ficar doente, porque não conseguia lidar com a tristeza dele, e eu passava o final de semana inteiro chorando. Até que minha psicóloga diagnosticou um início de depressão e me passou exercícios que me ajudaram a voltar a funcionar quando ele passava o final de semana fora.
Graças a Deus, eu e o pai dele chegamos a um acordo visando o bem-estar do nosso filho e, hoje, ele só passa o dia com o pai e volta feliz, porque sabe que vai dormir junto do porto seguro dele.
Voltando à reflexão, eu entendi o alívio daquela mãe, porque eu sei o quão desafiador é ser mãe e o quanto eles demandam a nossa atenção — 27 horas por dia, rsrs. Eu, por vezes, adoraria que meu filho se sentisse seguro e confortável para dormir na casa dos meus pais e eu pudesse ter um tempinho a mais só para mim.
Embora o desejo exista, eu já entendi e aceitei que isso pode não acontecer — e está tudo bem. Eu preciso, e venho colocando em prática, maneiras e momentos para me dedicar àquilo que me preenche como pessoa.
Demorei para entender que, além de mãe, eu precisava voltar a fazer coisas que me dão prazer. A gente tem dessas… vive para os filhos e acabamos nos esquecendo de nós mesmas. Com o apoio da minha psicóloga, fui ajustando a rotina para encaixar momentos e atividades exclusivas para o meu prazer e crescimento pessoal — e tem dado certo, graças a Deus!
E como é para vocês, mamães? Conseguem o vale day e night ou estão como eu, ajustando a rotina e encaixando momentos para vocês?