Eu gostaria que alguém tivesse me avisado que meu filho sofreria comparações por conta da altura.
Quando ele nasceu, parecia um bonequinho. Depois cresceu bastante por conta do leite materno. Ainda assim, entre os amigos da escola, ele é um dos mais baixos.
Ele faz acompanhamento com nutricionista e está dentro do peso e da altura ideais para a idade — mas isso nunca parece suficiente para as pessoas. Sempre existe a expectativa de que o outro seja exatamente como elas imaginam que deveria ser.
Quantas vezes ouvi expressões de surpresa ao dizer a idade dele:
“Nossa, mas ele é tão pequenininho…”
Houve um período na escola em que os próprios amigos o tratavam de forma diferente por causa da altura, chamando-o de bebê.
Tive uma conversa séria com ele — ou melhor, várias. Eu não quero que ele cresça acreditando que ser mais baixo significa ser menor ou menos do que os outros.
Com o tempo, percebi uma mudança linda: hoje ele não se importa mais. Pelo contrário, ele corrige as pessoas com segurança:
“Eu só sou mais baixo — e tá tudo bem.”
Eu sempre reforço que o que importa não é a altura, mas quem somos e como tratamos os outros.
Eu mesma sou baixinha perto das minhas amigas e nunca me incomodei com isso. Porque eu sei quem eu sou — e altura nenhuma me define.
Ainda assim, me chama atenção como a sociedade insiste em colocar todo mundo em caixinhas.
Por que precisamos nos encaixar no “ideal” de alguém?
Cada pessoa é única — e essa é justamente a beleza do ser humano.
Então, mamães que estão esperando seus bebês: se preparem. O mundo vai tentar dizer como seus filhos devem ser.
Mas respirem fundo, confiem e conversem com eles.
A diversidade é linda. E o que a sociedade impõe não define ninguém.
E, aproveitando: não se compare com outras mães.
Não compare sua maternidade.
Não compare seu filho.
Somos diferentes — e está tudo bem.
E por aí? Seu filho já passou por comparações assim?